“Lava Jato” petropolitana

Por: Rogerio Tosta

Sexta Feira, 10 de Março de 2017


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Quando teve inicio as operações da Lava Jato, muitas pessoas perguntavam, inclusive políticos, quando chegaria a Petrópolis. Mas, com o andar das investigações e com as prisões que ocorriam somente em Brasília, caiu no esquecimento à pergunta de quando a operação chegaria na Cidade Imperial.

Quando teve inicio as prisões na cidade do Rio e com a prisão do ex-governador Sérgio Cabral e alguns de seus principais assessores, a pergunta voltou a circular nas ruas e entre políticos.

Pois bem, ninguém mais precisa perguntar, ela de fato chegou. Numa versão carioca/petropolitana, mas tudo indica que vai promover uma grande devassa na política petropolitana, pois deve atingir políticos com e sem mandato.

A pergunta agora é outra: quem fará companhia ao ex-vereador Osvaldo do Vale? Quem é o próximo da lista?

 Os membros do grupo de investigação não dão nenhuma pista de quem são as próximas vítimas da operação, que como afirmam “será a maior faxina ética que a cidade já viu”.

De fato, se novas prisões ocorrerem e os esquemas forem desmontados, creio que terá muito político e empresário da cidade preocupado, pois a investigação com novos dados pode sair do interior do Palácio Amarelo e passar para as ruas petropolitanas, atingindo pessoas, grupos e empresários que até hoje se beneficiaram do contato com os membros dos poderes Legislativo e Executivo.

Assim que a ex-presidente Dilma Rousseff ganhou a eleição para o seu segundo mandato, participei de uma reunião de um partido da cidade e naquele momento, afirmei que: “a corrupção começa no município e se queremos mudar o país, precisamos mudar a forma da sociedade e iniciativa privada lidar com políticos e o poder público e vice versa”.

A maioria das pessoas criticam deputados e senadores por promoveram a corrupção, no entanto, muitos deles começaram sua carreira política no município e no Estado, e, no Congresso Nacional reproduzem aquilo que faziam nas suas cidades e estados.

Lava jato ou não, o certo é que tudo indica que a limpeza ética em Petrópolis começou com ação do Ministério Público Estadual e da Polícia Civil. Agora cabe ao povo fazer a sua parte.

Salve a democracia.

Veja mais www.rogeriotosta.com.br

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Jornal Tribuna de Petrópolis.



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