Falta rigor à apática CPTrans

Por: João Roberto Gullino - Honorário da APL

2 meses atrás


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Tomo conhecimento do motivo que provocou o grave acidente no dia 29, na Coronel Veiga. Passamos por lá depois das 15h e não poderíamos imaginar as graves consequências do ocorrido, que poderia ter sido fatal – dois idosos e um bebê de seis meses – que desespero dos avós. Tudo por causa de um tresloucado motoqueiro na contramão, talvez, o mesmo que nos tenha surpreendido na subida da Visconde de Uruguai, às 12h30, quando meu genro parou o carro para dar a vez a uma senhora atravessar, já que nada vinha em sentido oposto e nem atrás de nós. Mas, no meio da travessia da senhora, surgiu uma moto que, por pouco, não a atropelou, além do susto sofrido – por ela e por nós. O nervosinho não viu que, se um carro para sem trânsito é porque alguém está atravessando.

Tal comportamento é normal na maioria das motos pois, eu também já escapei por três vezes, de ser atropelado na faixa de pedestres – uma em frente à Praça dos Expedicionários que virou na ponte na contramão e seguiu para a 16 de Março, fato comum – e a CPTrans o que faz? Nada! Simplesmente não cumpre com sua obrigação de controlar tal abuso em trânsito caótico, limitando-se a multar carros estacionados sem o devido comprovante. E se a CPTrans é um órgão subordinado à Prefeitura Municipal, também o que ela faz que não fiscaliza e nada cobra da Secretaria relapsa em suas funções, mas que soube defender tais motoqueiros que, privilegiados, não contribuem nada por estacionarem, atrapalhando o acesso dos transeuntes, com regalias indevidas. Portanto, que pague o justo pelo pecador.

O cidadão comum tem que se desvencilhar de tais celerados que se julgam donos das vias públicas, costurando no trânsito em plena Rua do Imperador, avançando sinais, com suas descargas abertas num barulho que fere os tímpanos de qualquer um, numa total agressividade. Talvez a CPTrans se julgue no direito de seguir o comportamento dos poderes federais – sem distinção – que só sabem defender marginais e contraventores, numa arbitrariedade sem fim.

Com a palavra a Prefeitura, a CPTrans e mais quem tiver responsabilidade por tais atitudes de elementos nocivos à sociedade, que se igualam aos marginais, assaltantes e traficantes, que tanta preocupação trazem e com quem temos que sobreviver em sobressaltos. O fato é que alguma providência tem que ser tomada antes que ocorra algum acidente fatal com terceiros, apesar de ocorrerem amiúde, um se esfacelando contra um poste ou muro. E quem se propõe a administrar com descaso ou incompetência prejudica a todos. Assim, o que precisava ser dito, já disse, e compete a eles fazerem o que precisa ser feito.

jrobertogullino@gmail,com