Fisioterapia veterinária: mais qualidade de vida aos animais

Por: Rosana Portugal

9 meses atrás


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Divulgação | Tribuna de Petrópolis

Você sabia que animais com dificuldades de locomoção geradas por doenças neurológicas e ortopédicas podem ter uma melhor qualidade de vida fazendo fisioterapia?A fisioterapia começou a ser praticada em animais na década de 70, em clínicas de eqüinos, onde eram aplicados conceitos dos tratamentos já utilizados em humanos. Em 1978, o fisioterapeuta Ann Downer, da Universidade de Ohio, começou a praticar as técnicas de fisioterapia em cães. Segundo a médica veterinária fisioterapeuta Dra. Marimar Beck, o trabalho é desenvolvido de fora a gerar o mais elevado grau de independência funcional para os animais. 


O que é fisioterapia veterinária? 

Marimar Beck: A fisioterapia é uma ciência que visa o movimento e a integridade muscular como pontos principais para a qualidade de vida do paciente. O objetivo é manter, preservar e restaurar as alterações dos sistemas musculoesquelético e locomotor geradas por doenças neurológicas e ortopédicas.


A atividade é regulamentada? 

Marimar Beck: Em 5 de dezembro de 2006, uma resolução do Conselho Regional de Medicina Veterinária considerou direito privativo do médico veterinário a prática da reabilitação animal, cabendo a esse profissional prescrever e executar métodos e técnicas fisioterápicas com a finalidade de reabilitar, desenvolver e conservar a capacidade física do animal.

 

Qual o objetivo da fisioterapia veterinária? 

Marimar Beck: É tornar um animal com dificuldades na movimentação de uma região capaz de usar a parte afetada, através das técnicas fisioterápicas. A reabilitação veterinária envolve a fisioterapia e a acupuntura, trazendo de volta os movimentos dos animais, quando estes não estão limitado por graves lesões, como as neurológicas, por exemplo; garantindo seu equilíbrio e qualidade de vida; assegurando que possam ir ao encontro de suas "metas" (comer, beber água ou brincar com bolas). O que mais gostam de fazer é caminhar, correr, saltar e brincar... Nada mais lúdico, não? Então, através da fisioterapia e da acupuntura, nós, profissionais da reabilitação veterinária, tentamos trazer de volta aquilo que é importante para os animais com relação a atividades e exercícios. 


Todos os animais podem fazer a fisioterapia?

Marimar Beck: Os animais devem ser avaliados clinicamente, com o seu histórico e estado geral. É necessário avaliar o movimento como um todo, observar a sensibilidade da musculatura e do sistema cardiovascular. Essa avaliação minuciosa permite a aplicação correta das técnicas da fisioterapia. O fisioterapeuta também deve fazer uma entrevista detalhada, obtendo informações sobre o animal, como idade, sexo, raça e estilo de vida. Esses dados podem fornecer dicas para o diagnóstico terapêutico. Após a coleta de informações, o fisioterapeuta desenvolve um plano de tratamento e estabelece metas de curto e longo prazo com aplicação das técnicas específicas para cada etapa do processo terapêutico. É importante lembrar que o fisioterapeuta deve levar em conta o ambiente, biomecânica corporal, efeito da gravidade e da posição do animal ou a que ele adota por conta da lesão. Isso será utilizado para a definição e aplicação de métodos e técnicas disponíveis para o tratamento. As técnicas são aplicadas de acordo com cada patologia.


Que técnicas podem ser utilizadas?

Podemos usar o laser, ultrassom terapêutico e outros aparelhos. Existem as técnicas de calor superficial, crioterapia (com frio intenso), massagens e a cinesioterapia (aplicação de exercícios e atividades). É importante frisar que, em geral, o tempo de recuperação dos animais que estão no processo de reabilitação, com acupuntura e fisioterapia, é mais rápido, principalmente em pós-operatório de cirurgias ortopédicas. Podemos observar respostas com 3 a 5 sessões. A frequência das sessões pode ser semanal ou duas vezes na semana, sendo aplicada de acordo com a lesão. 


Que benefícios a fisioterapia veterinária pode garantir? 

Marimar Beck: Rápida recuperação de cirurgias; melhora da qualidade de vida dos animais com doenças crônicas; ganho de força e massa muscular; melhora da coordenação motora; prevenção de deformidades; promoção da independência das suas atividades diárias como caminhar, correr e saltar; e melhora da amplitude de movimentos, com uma marcha de melhor qualidade.



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