Investindo errado na segurança

Por: Marcos Espínola e Gil Vianna - Advogado criminalista e deputado estadual (PSB)

Terça Feira, 12 de Setembro de 2017


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A segurança pública ainda é um grave problema no Brasil. A sensação que temos é que nossas autoridades federais conhecem pouco ou nada sobre esse tema. As medidas tomadas funcionam apenas como analgésicos, amenizando temporariamente a situação, mas não agindo na causa do problema como um antibiótico. Um erro recorrente que, além de ineficiente, traz prejuízo aos cofres públicos se considerarmos os resultados obtidos.

Em apenas um mês, os 10 mil agentes da Força Nacional, enviados para ajudar no estado de calamidade do Rio, gastaram mais de R$ 46 milhões. Eles ficaram responsáveis pelo patrulhamento das vias expressas e por dar suporte à Polícia Militar. Foram três operações nos Complexos do Lins, em Niterói e no Jacarezinho. O saldo foi de 83 pessoas presas. Fácil perceber que, ao final, esse custo-benefício não vale a pena, principalmente pelo fato de essas incursões terem data de início e fim. Quando os agentes vão embora a comunidade volta a ser refém da criminalidade.

Essa estratégia é falha e causam cada vez mais vítimas inocentes, mortes de policiais, ficando no campo da pirotecnia e sem uma estratégia inteligente. Invadir pontualmente as comunidades e em seguida sair é uma ação sem qualquer efeito se não acontecer com outras iniciativas, tais como fiscalizar as fronteiras e monitorar as rotas das drogas e armas ilegais até os narcotraficantes. É preciso afunilar a ação dos criminosos para que eles percam espaço. Mas o que vem acontecendo é, justamente, o contrário, com as facções cada vez mais organizadas.

Se o intuito é apoiar o Rio, o melhor caminho é atuar em conjunto e fortalecer a secretaria de segurança pública e as instituições estaduais. Direcionar os recursos para a Polícia Militar, Civil e as especializadas, dando novos equipamentos, treinamentos e aumentando o efetivo.

Mas, infelizmente, não tem sido assim. E isso tudo acontece por insistirmos em politizar uma área de extrema importância, na qual técnicos e especialistas deveriam estar à frente. Com isso, as consequências são as piores possíveis e quem ganha é a criminalidade e quem perde é a população que está refém da crescente violência.

O Rio já demonstrou que é capaz de manter a segurança, mas falta investimento diante de um estado em crise. Assim, o único caminho é o governo federal tratar com mais responsabilidade a segurança do nosso Estado, otimizando os recursos disponíveis.

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