Morte de 13 recém-nascidos por sífilis congênita preocupa a Secretaria de Saúde

Sexta Feira, 23 de Junho de 2017


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Reprodução Internet

Dados apresentados pela Secretaria Municipal de Saúde nesta semana mostraram uma realidade alarmante: apenas de janeiro a maio deste ano, 16 recém-nascidos foram diagnosticados com sífilis congênita. Destes, 13 morreram. Para combater o surgimento de uma epidemia, o governo municipal está reforçando trabalho de conscientização das mães, mostrando a elas a importância da realização do preventivo durante os nove meses de gestação e do uso do preservativo. A Prefeitura também planeja realizar o teste rápido nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Postos de Saúde da Família (PSFs),e implantar fluxos de monitoramento e acompanhamento às gestantes e crianças diagnosticadas com a doença.

Na última quarta-feira, os números foram mostrados a cerca de 250 profissionais da Saúde da Atenção Básica. Os números mostram que o Rio ocupa a 3ª posição entre os Estados com maior número de casos de sífilis congênita. Só em Petrópolis, durante o ano passado, 42 crianças nasceram com a doença. Destas, 20 morreram. A coordenadora do programa DST/AIDS, Maria Inês Ferreira, que falou aos profissionais, destacou a necessidade de criação de fluxos e protocolos de atendimentos.

“Nós já estabelecemos um fluxo junto à maternidade para acompanhamento das puérperas. Assim que as mães diagnosticadas com sífilis congênita tiverem alta, serão encaminhadas para o programa DST/AIDS. Lá, a mãe a criança serão acompanhadas e receberão as doses de penicilina para tratamento. É preciso também tratar o parceiro e conscientizar sobre o uso do preservativo, já que a sífilis congênita pode ser reincidente”, explicou Maria Inês Ferreira.

Para ampliar a divulgação das ações preventivas, a Superintendência da Atenção Básica, Fabíola Heck, explicou que irá intensificar as ações de planejamento familiar junto às equipes de Estratégia de Saúde da Família para ações na comunidade. “Nós precisamos levar o programa de planejamento familiar e as ações de DST/AIDS até a população mais jovem. Hoje o município conta com distribuição de anticoncepcionais em pílula, injetável, colocação de DIU, além da distribuição de preservativos em toda a rede. Precisamos focar em estratégias de prevenção para combater o crescimento de casos de sífilis no município”, enfatizou.


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