Pilates é recomendado para gestantes

Domingo, 18 de Junho de 2017


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Reprodução Internet

Já há alguns anos o Pilates vem ganhando espaço nas academias e cada vez mais adeptos, principalmente do sexo feminino. Mas existe uma fase na vida da mulher em que este exercício pode trazer ainda mais benefícios do que se imagina normalmente. Durante a gravidez, quando o abdômen é distendido, a atividade ajuda a fortalecer e tonificar os músculos da região e também do assoalho pélvico, cuja musculatura se enfraquece devido à grande pressão que sofre neste período, tendendo a se alongar e movimentar-se mais para baixo do quadril.

A fisioterapeuta e professora de Pilates da Academia Locatelli, Adriana Salamoni, explica que a atividade é um condicionamento físico com princípios fundamentais: flexibilidade, força, consciência corporal, centralização, controle e respiração. Ao mesmo tempo em que os exercícios são realizados, deve-se contrair o abdômen e os músculos do assoalho pélvico, região conhecida nesta prática como “core”.

Segundo a profissional, o alongamento e fortalecimento dos diversos grupos musculares, como os das costas e pernas, diminuem a dor e desconforto comuns neste período, oferecendo maior disposição para o dia-a-dia e qualidade de vida. A circulação sanguínea também é favorecida, diminuindo o inchaço, as dores nos membros inferiores e aumentando a oxigenação para o bebê. 

“Como o princípio do método é a centralização, onde os músculos do “core” (abdômen) e do assoalho pélvico são recrutados constantemente, a prática durante a gravidez é fundamental, pois é essa musculatura que dará maior estabilidade para a coluna, diminuindo assim as dores lombares”, esclarece Adriana, acrescentando que o fortalecimento da musculatura do períneo também evita a incontinência urinária e auxilia na hora do parto e na recuperação.

Por ser um exercício de baixo impacto, o Pilates não provoca sobrecarga nas articulações e, entre tantos benefícios, então os exercícios de “quarto apoios”, posição que alivia a pressão nas costas e no quadril e também favorece a movimentação do bebê para posição certa na hora do parto.

“O Pilates pode ser realizado desde o primeiro trimestre, sem trazer qualquer problema para a mãe ou para o bebê, uma ou duas vezes por semana, com exceção daquelas que se encontrem sem realizar nenhum tipo de atividade física. Nesses casos, deve-se iniciar somente após terceiro mês”, recomenda Adriana, lembrando que o médico obstetra deve estar ciente e liberar a gestante para a prática da atividade, já que em situações de sangramento, perda de líquido, náuseas e outras situações específicas, o exercício é contraindicado. Da mesma maneira, é necessário que haja bom censo do profissional responsável para evitar exercícios que exigem muito equilíbrio, devido à instabilidade pélvica nesta fase, resultante da alteração muscular e hormonal (relaxina), podendo causar quedas.

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