Professores da UERJ decidem manter greve

Por: Redação Tribuna

2 meses atrás


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Marco Oddone / Tribuna de Petrópolis | Tribuna de Petrópolis

A Associação dos Docentes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Asduerj) decidiu pela manutenção de mais uma greve, que foi iniciada pela categoria na última terça-feira. Com isso, vários campi da universidade estão com funcionamento parcial. As reivindicações principais são o pagamento dos salários atrasados, referentes a agosto, setembro e ainda o 13º do ano passado.

A decisão da Asduerj apenas fortalece a greve, que já atinge os profissionais da parte administrativa da universidade. Mas, apesar de ter certa adesão na capital, em Petrópolis o campus continua funcionando normalmente, conforme explicou o reitor Freddy Vamp Camp. “Os funcionários estão em greve, mas temos plantões em ocasiões especiais. Estamos funcionando da melhor forma possível, nessas circunstâncias. Os colegas professores se manifestaram por manter as atividades aqui. Então o campus ficará aberto. A adesão dependerá de cada um”, contou. 

O diretor da entidade, Guilherme Abelha, disse que é preciso “nacionalizar” o debate sobre a universidade pública e defendeu uma greve nacional em outras instituições para protestar contra os cortes no financiamento da educação. “O próprio sistema federal está com problemas gravíssimos de custeio, não só as universidades, mas os centros de pesquisa também. Precisamos fazer alguma coisa”, completou.

Apesar de ter pressa para concluir os estudos, já que grande parte do tempo foi perdido até hoje, alguns alunos apoiam as manifestações. “É direito deles. Eles têm que reivindicar mesmo. Não se pode ficar sem salário. Todos trabalham para sobreviver. Nem todo mundo trabalha por hobby simplesmente. Então, apesar de se atrasar com isso tudo, a gente apoia, porque é um movimento válido, claro, transparente e por uma causa justa: pela educação. Nada é adquirido sem luta. Ainda mais direitos, num país onde só se tira dos mais frágeis. É a lei do Brasil que se faz valer mais forte, ainda mais no Estado do Rio de Janeiro, falido”, desabafou Júnior Costa, aluno da Uerj.

A Tribuna questionou a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia sobre os atrasos no pagamento da universidade, mas até o fechamento dessa reportagem não obteve uma resposta.



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